Entre as montanhas nevadas da Suíça, praia artificial Alaïa Bay tem piscina de ondas para surfistas sem medo do frio. Veja mais.
Tempo de leitura: 05 minutos (Foto: Alaïa SA/Wavegarden)
Por Fabiano Mazzei
Quando se pensa em férias na Suíça, logo se imagina uma programação que inclui esquiar, visitar fábricas de relógios de luxo e degustar os famosos queijos e chocolates fabricados no país. Mas, há três anos, este roteiro ganhou uma atração extra e obrigatória: o Alaïa Bay.
Trata-se do primeiro “surf park” da Europa, inaugurado em 2021 bem no coração dos Alpes Suíços. O clube conta com uma piscina de ondas de 8,5 mil m2, que comporta até 80 surfistas simultaneamente e é capaz de produzir entre 300 e 1 mil ondulações por hora, de mais de 20 tipos, com alturas que variam entre 60 centímetros e 1,8 metro – prontas para atender desde a turma iniciante aos profissionais do esporte.
Inaugurado em 2021, o Alaïa Bay recria a atmosfera do surfe em meio aos Alpes Suíços (Foto: Divulgação)
A tecnologia hidráulica utilizada é da empresa espanhola Wavegarden – a mesma adotada em dois empreendimentos no Brasil: a Praia da Grama, dentro do condomínio Fazenda da Grama, em Itupeva (SP); e no Beyond The Club (BTC), que está em construção na capital paulista. Com foco na sustentabilidade, todo o empreendimento utiliza apenas energia solar. A água usada nas piscinas é fresca, doce e filtrada ininterruptamente.
A infraestrutura do local conta com restaurante, bares, lojas de equipamentos, fábrica de pranchas e escola de surfe com instrutores. No total, 200 funcionários trabalham no clube – 70 deles diretamente na praia. Como opção de estadia, o Alaïa Bay oferece um hotel todo moderninho, localizado bem perto da praia artificial.
Visitantes e frequentadores do Alaïa Bay podem se hospedar no hotel do grupo, que fica próximo do clube (Fotos: Divulgação)
“Inauguramos em plena pandemia de Covid e, mesmo assim, tivemos 50 mil visitantes no primeiro ano de vida, entre surfistas e pessoas que vieram para frequentar nossos bares e restaurante, além de apreciar a vista incrível que temos aqui”, afirmou Adam Bonvin, fundador do clube.
Bonvin diz que teve a ideia de criar a baía artificial em 2015, após uma “surf trip” que fez pela França. Como a Suíça não tem praia, ele decidiu recriar aquela atmosfera de litoral no meio das montanhas. Assim nasceu o grupo Alaïa (termo usado para se referir as pranchas antigas no Havaí), que conta ainda com um parque para esportes radicais, com pista de skate, BMX e parkour.
Durante o inverno europeu, o parque fecha devido as baixas temperaturas e a neve (Foto: Divulgação)
E NO INVERNO?
O Alaïa Bay funciona de março a novembro. Nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, fica fechado por conta das baixas temperaturas do inverno europeu. No restante do ano, o surfe está liberado. Na primavera, como as temperaturas na região ficam entre 9º e 12º, recomenda-se o uso de traje que cubra o corpo inteiro, botas e luvas. No verão, com média entre 20-25º, a dica é usar roupas leves de banho. Já no outono, as temperaturas variam de 17º, em setembro, para 7º em novembro, o que obriga a volta ao estilo “foca”, cobrindo da cabeça aos pés.
Em novembro, aliás, acontece o Alaïa Bay Open: dois dias de competição, reunindo 80 atletas de todo o mundo, incluindo amadores do surfe e bodyboard. Outro evento bastante concorrido é o surfe noturno, com sessões a partir das 19h.
Surfistas usando roupas térmicas de alta densidade durante sessão de surfe no outono (Foto: Divulgação)
SUCESSO GLOBAL
As praias artificiais com piscinas de ondas têm se tornado um sucesso mundo afora. Apenas da empresa Wavegarden, existem sete equipamentos em funcionamento, em cidades como Sidney e Melbourne, na Austrália, Seoul, na Coréia do Sul, e dois no Brasil: São Paulo e Garopaba (SC). Fora as unidades em construção, como na Califórnia (EUA), no Bahrein (UEA) – a primeira piscina de ondas para o esporte no Oriente Médio – e um imenso projeto na capital da Espanha, Madrid.
Até o fim de 2025, a capital paulista ganhará duas piscinas de ondas privativas para a prática do surfe. Uma delas ficará no Beyond The Club – SP, um clube exclusivo para associados que está sendo construído no terreno onde funcionava o antigo Hotel Transamérica, na zona sul da cidade. Foram emitidos 3 mil títulos de sócios, ao custo inicial de R$ 600 mil cada.
Praia paulistana: Beyond The Club terá piscina de ondas na zona sul de São Paulo e deve ser inaugurado em meados de 2025 (Foto: Divulgação/BTC)
O empreendimento contará com a mesma tecnologia Wavegarden e capacidade para 900 surfistas por dia. Além dela, quadras de tênis oficiais, academia profissional, simuladores de golfe e esqui, skate park, bares e restaurantes estarão à disposição dos sócios. Tudo isso a 15 minutos da Avenida Faria Lima, o coração financeiro de São Paulo.
“As pessoas poderão sair do trabalho e vir para cá terminar o dia surfando ou encontrando amigos para um drink na praia”, afirma Oscar Segall, CEO da KSM Realty, incorporadora do projeto e dona também do Praia da Grama, no interior paulista, condomínio pioneiro das piscinas de ondas no Brasil. De acordo com Segall, a dificuldade de acesso ao litoral paulista, a questão da segurança local e variáveis como clima e a maré tornam a opção da praia artificial muito mais atraente para quem pratica o esporte.
O BTC contará também com apartamentos de curta temporada e um espaço de coworking, para quem quiser trabalhar de dentro do clube. “Na Praia da Grama, é comum ver gente fazendo reunião de trabalho online durante a semana de camisa social e bermuda. Na hora do almoço, eles aproveitam para pegar uma onda”, diz.
No deserto mais alto e seco do mundo, paisagens de outro planeta, vulcões, esportes outdoor em cenários ‘lunares’ e banho em piscinas naturais termais com água cristalina encantam visitantes de todas as nacionalidades. Entenda os motivos.
Tempo de leitura: 06 minutos
Por Fabiano Mazzei
Todos os anos, cerca de 250 mil turistas desembarcam no aeroporto de Calama, a 1.500 km ao norte de Santiago, no Chile, com um único propósito: conhecer de perto um dos lugares mais áridos, remotos e deslumbrantes do planeta – o Deserto do Atacama.
O que encontram por lá são paisagens que mais parecem criadas em filmes de ficção científica: vales de areia quase vermelha, vulcões de todos os formatos e tamanhos, lagoas de águas absurdamente azuis, cânions em meio a cordilheiras de sal, piscinas naturais de água cristalina e quente, gêisers e uma exótica fauna, onde coiotes, guanacos – um parente da lhama – e flamingos são os grandes protagonistas.
Este deserto é considerado o mais alto – entre 2.400 e 4.800 metros acima do nível do mar – e mais seco do mundo, com média de três dias de chuva por ano. Isso acontece graças ao seu posicionamento, emparedado entre as Cordilheiras dos Andes e da Costa do Pacífico, o que impede a chegada de umidade tanto do oceano, quanto da Amazônia. E, como todo deserto, o Atacama tem grande amplitude térmica: as temperaturas podem bater 40º C de dia e despencar a zero durante a noite.
Para chegar de Avantto a bordo do Phenom 300, a rota indicada é São Paulo para Foz (01H20), um segundo trecho de Foz até Santiago (2H50) e um terceiro trecho até o Aeroporto de Calama (1H55).
A porta de entrada do destino é o pequeno povoado de San Pedro do Atacama, com pouco mais de 10 mil habitantes e cuja origem remonta a milhares de anos atrás, com a chegada dos povos pré-colombianos à região. Na “calle” principal, Caracoles, encontram-se a maioria das lojas, serviços como farmácia e mercado, além dos restaurantes. Mas vale passear pelas demais ruas para desfrutar do charme rústico do lugarejo, com suas casas típicas, feitas de pedra e adobe – um tipo de argila –, visitar a igreja construída em 1745 e fazer descobertas gastronômicas tão inusitadas quanto prazerosas.
Um destes agradáveis encontros é a La Franchuteria, na Calle Gustavo Le Paige 527: uma padaria de inspiração francesa que fabrica pães artesanais e serve sanduíches elaborados com ingredientes locais, sucos naturais e ótimo café. O espaço é um charme e conta com área externa, com mesas dispostas em meio a árvores, para quem quer fazer sua refeição ao ar livre.
Outra descoberta são os sorvetes artesanais feitos na região. Na Babalu Heladeria, por exemplo, eles servem delícias feitas de frutos e plantas locais, como a rica-rica, chañar e o algarrobo, que parece chocolate. Tem até sorvete de cacto e de pisco sour! Quanto aos restaurantes, San Pedro do Atacama tem diversas opções: de pizzaria a carnes exóticas e receitas tradicionais como a patasca (um caldo com legumes e carne) e o pastel de choclo, uma torta de milho recheada.
O charme rústico de San Pedro do Atacama. (Foto: Shutterstock)
Passeios imperdíveis Mas é fora da cidade que o deslumbramento pelo Atacama se realiza, de fato. Os passeios acontecem por todo o deserto de 100 mil km2 de extensão, o que demanda deslocamentos terrestres feitos em vans.
Dentre tantas opções de roteiros, cinco deles são considerados obrigatórios. O “cartão de visita” do deserto é o Salar Atacama: uma imensa área coberta por uma grossa camada de sal. O lugar é considerado o maior depósito salino do Chile e ganhou grande relevância econômica por conter reservas de lítio, essencial para a fabricação de baterias de celulares, laptops e veículos elétricos.
Com a mesma relevância estão as Lagunas Altiplânicas Miscanti e Miñiques. Elas ficam a 4.200 metros de altura, aos pés do vulcão Miscanti e são conectadas entre si no subsolo. De beleza incomparável, ambas contam com boa infraestrutura para os visitantes e são proibidas para o banho.
Lagunas Altiplânicas: cartão postal do Atacama. (Foto: Shutterstock)
O Valle de la Luna e o del Marte são duas tradições do Atacama e, por estarem próximos e na mesma altitude da cidade, podem ser incluídos no início da viagem. Ambos impressionam pelas formações rochosas, cânions, imensas dunas de areia e vales profundos, além da absoluta ausência de vida.
Para quem curte esportes outdoor, andar de bike pelos cânions da Cordilheira de Sal é fundamental. O passeio percorre uma rota de 20 km desde o centro da cidade até um mirante, a 60 metros de altura, em meio a uma formação geológica de 23 milhões de anos, feita de gesso, argila e sal, esculpida pela chuva e pelo vento.
Tour de bike até a Cordilheira de Sal: adrenalina em cenário ‘lunar’. Créditos: Shutterstock.
Ainda no tema adrenalina, nada supera o trekking de altitude até o cume de um vulcão. A região do Atacama possui 12 vulcões, mas cinco deles dominam a paisagem: Licancabur (o mais famoso), Sairecabur (o mais alto, com 6.000m), Cerro Toco, Pili e o Lascar, o único ativo. Todos são acessíveis por trilha e demandam preparo físico em graus diferentes para serem vencidos.
Dentre os roteiros mais diferentes está a visita aos Geyser del Tatio – fontes termais que ‘espirram’ periodicamente colunas de água quente. Este passeio geralmente começa bem cedo, ainda de madrugada, para se chegar ao local pela manhã. É quando o contraste do fenômeno com a atmosfera é mais visível.
Termas de Puritama: uma hidromassagem natural em pleno deserto chileno. (Foto: Shutterstock)
E sabia que é possível dar um mergulho em pleno deserto? Nas Termas de Puritama, uma sequência de oito piscinas naturais que desce por um vale rochoso em meio às montanhas, com água a 38º C. O fenômeno se deve à manta magmática que fica nas camadas mais profundas do solo, o que aquece o lençol freático que abastece as piscinas. O local conta com boa infraestrutura de acesso, passarelas seguras e vestiário.
Outra opção de banho é nas Lagunas Escondidas de Baltinache e Laguna Céjar. Em ambas, a experiência é de flutuação, já que a quantidade de sal na água impede do corpo afundar. O contraste das areias brancas com a água azul turquesa fica gravada na memória para sempre.
Lagunas Escondidas de Baltinache: a cor azul turquesa da água impressiona os visitantes. (Foto: Shutterstock)
Onde ficar Bem, após tantos passeios, que tal relaxar em alguns dos ótimos hotéis da região? Dentre os mais luxuosos estão o Explora Atacama, do grupo Explora; Hotel de Los Cumbres; e o Tierra Atacama, do Tierra Hotels, todos em San Pedro do Atacama.
Este último, aliás, foi eleito o Melhor Resort da América do Sul 2024, pela revista Travel+Leisure. Destaque para as 32 habitações com janelas panorâmicas que se abrem para o vulcão Licancabur: uma vista de tirar o fôlego.
Já para quem busca uma experiência mais autêntica, algumas operadoras locais oferecem o “glamping”: uma hospedagem feita em tendas repletas de conforto cinco estrelas, geralmente em localidades mais afastadas.
Piscina com vista para os vulcões no hotel Tierra Atacama. Créditos: Divulgação.
Dicas finais Para conhecer melhor o Deserto do Atacama, o recomendável é contratar os serviços de uma operadora de turismo. Devido a forte procura por parte dos brasileiros, já existem agências voltadas para esse público, com funcionários que falam o português.
Eles darão dicas do que levar na mala, vestir na hora dos passeios, alimentação ideal por conta da altitude e valores extras dos roteiros: sim, muitos lugares ficam dentro de parques nacionais e cobram uma taxa dos visitantes.
A moeda local é o peso chileno, mas cartões internacionais são bem aceitos – sobretudo estes específicos para viagens. Convém levar parte em espécie, para eventualidades. Quanto a mobilidade, hotéis e agências oferecem transporte aos passeios. Caso queira se deslocar por conta, existem poucos motoristas de aplicativo atuando na região e o tempo de espera pode ser longo.
No mais, é imprescindível beber muita água e levar protetor solar e labial: lembre-se que é um deserto, tem muito sol e é muito seco também. E não se esqueça de observar o céu à noite: o Deserto do Atacama tem a atmosfera ideal para isso, limpa e sem luzes urbanas por perto.
Descubra o melhor da hotelaria, gastronomia e lugares para relaxar em sua próxima escala na cidade que se transformou no destino mais badalado do mercado imobiliário nacional.
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Por Avantto
Ela é conhecida como a “Dubai brasileira”, por conta dos arranha-céus que marcam a sua paisagem. Mas Balneário Camboriú (SC), a 80 km de Florianópolis é muito mais do que isso: praias paradisíacas, belezas naturais, rede de serviços completa, ótimos restaurantes e segurança são alguns dos atributos que têm colocado a cidade no mapa do turismo nacional – seja de lazer ou negócios.
O pequeno município de 46 km2, cuja população fixa de 142 mil pessoas chega a um milhão na alta temporada de verão, tem atraído cada vez mais as pessoas em busca de férias ou para realizar investimentos, sobretudo no mercado imobiliário.
Arranha-céus como o One Tower (290m) e Yachthouse by Pininfarina (294m) são os residenciais mais altos do Brasil (Fotos: Divulgação)
Sete dos dez prédios mais altos do Brasil estão em Balneário, concentrados na orla da Praia Central. Os mais altos, segundo a plataforma The Skyscrapper City são as torres gêmeas do Yachthouse by Pininfarina, com 294 metros de altura cada. O condomínio, aliás, é endereço de veraneio de diversas personalidades, como o jogador Neymar Jr. e o cantor Luan Santana. Logo atrás vem a One Tower, com 290 metros – 7,6 vezes o tamanho do Cristo Redentor. Para os próximos anos, está prevista a construção de uma torre com quase o dobro do tamanho: a Triumph Tower, com mais de 509 metros.
Além da Praia Central, Balneário tem mais nove praias menores, quase escondidas, conhecidas como “agrestes”. Duas delas, Estaleiro e Estaleirinho, são as mais procuradas pelos turistas. Com charme rústico, estas pequenas faixas de areia banhadas por um mar verde intenso valem muito a visita.
Praias agrestes são opções para quem busca um charme mais rústico no banho de mar (Foto: Divulgação)
O caráter litorâneo define a gastronomia da cidade, onde é possível encontrar restaurantes excelentes que servem pratos com pescados e frutos do mar locais. Na hotelaria, há opções “business” de alto padrão e hospedagens com perfil mais boutique também.
A sensação de segurança colocou a cidade como a 4ª mais segura do Brasil pelo ranking Connected Smart Cities 2023. Todo este contexto tem atraído as famílias do agronegócio brasileiro a frequentar Balneário e região. Com isso, muitos escritórios do setor e gestoras de investimentos têm aberto escritórios ali.
Para quem tem ou deseja ter negócios na cidade, elaboramos um roteiro ideal com dicas de onde se hospedar, qual restaurante ir, um lugar para relaxar após o dia de trabalho e todas as informações para chegar de Avantto. Vamos lá?
COMO CHEGAR DE AVANTTO: Em linha reta, Balneário Camboriú fica a 430 km de distância de voo de São Paulo. Há duas pistas de pouso que podem servir para quem pretende viajar à cidade. A mais recomendada é o Aeroporto Internacional de Navegantes.
Partida: Aeroporto de Congonhas (SP) Chegada: Aeroporto Internacional de Navegantes Coordenadas: 26° 52′ 43″ S / 48° 39′ 03″ W Aeronave indicada: Phenom 100 Tempo médio de viagem: 45min Traslado terrestre: 35 km
OU
Partida: Aeroporto de Congonhas (SP) Chegada: Condomínio Aeronáutico Costa Esmeralda Coordenadas: 27° 10′ 00″ S / 48° 37′ 18″ W Aeronave indicada: Phenom 100 Tempo médio de viagem: 45min Traslado terrestre: 30 km •••••
Felissimo Exclusive Hotel (Fotos: Divulgação)
ONDE FICAR: Felissimo Exclusive Hotel Um hotel boutique com 11 suítes exclusivas, uma Villa e outra unidade sustentável chamada “Casa Verde Bravíssima”, em meio ao jardim do hotel, cinco mil metros quadrados. O Felissimo é voltado para adultos e casais, tem gastronomia de excelência e fica localizado em uma colina a 500 metros da Praia dos Amores, na divisa de Balneário Camboriú e Itajaí. Ótima opção para se desconectar pós-agenda de trabalho na cidade.
Serviço: Felissimo Exclusive Hotel Rua Lindolf Bell, 201. @felissimoexclusive •••••
Restaurante Dudu Mar & Fogo (Foto: Divulgação)
ONDE COMER: Restaurante Dudu Mar & Fogo Do chef Dudu Poerner, tem menu que busca valorizar a cozinha regional catarinense, explorando ingredientes locais como frutos do mar frescos e cortes de carne selecionados. O diferencial aqui está no processo de cozimento, com a maioria dos pratos sendo executados na brasa. A entrada Vieiras na Concha está entre as mais pedidas; no curso principal, o Polvo na Brasa com batatas ao murro, brócolis e cebola assada, e o Filé Mignon de Angus, laqueado em jus de vinho e taglioline com manteiga de trufas estão entre os mais pedidos. Drinks leves e uma boa carta de vinhos acompanham o menu, bem como a bela vista para o mar.
Serviço: Restaurante Dudu – Mar & Fogo Avenida Atlântica, esquina com a rua 4100. @dudurestaurante •••••
Tetto BC (Fotos: Divulgação)
PARA RELAXAR: Tetto BC Recém-inaugurado na cidade, fica no 33º andar de um edifício corporativo, a 150 metros de altura. Chamam a atenção no espaço um painel de LED imersivo e a varanda Skyglass, com vidro infinito. A gastronomia tem inspiração oriental contemporânea e a coquetelaria autoral, com criações de mixologistas e bartenders que fazem sucesso mundo afora.
Um roteiro com dicas de onde ficar, comer, visitar e se divertir em sua próxima escala na capital de Goiás – e do agronegócio brasileiro.
Tempo de leitura: 03 minutos
Por Avantto
Ela é conhecida como a capital do agronegócio brasileiro: é pulsante, tem muito verde, ótima infraestrutura de serviços e gastronomia famosa no Brasil todo. Esta é Goiânia (GO), a 200 km de Brasília (DF), o mais novo hub do Centro-Oeste brasileiro e parada obrigatória para quem tem negócios nos setores da agricultura e pecuária.
A cidade tem 728 quilômetros quadrados e 1,4 milhão de habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2022. A infraestrutura de serviços tem bons hospitais – o Albert Einstein tem unidade lá –, universidades, shopping center com grifes internacionais e restaurantes de primeiríssima qualidade.
E apesar de fazer calor quase o ano todo, Goiânia possui muitas áreas verdes urbanas que ajudam a refrescar o dia. As principais delas são os parques Areião, Flamboyant e Vaca Brava: todos excelentes para a prática de esportes outdoor, encontrar pessoas ou simplesmente passear tomando um sorvete.
Dentre os bairros mais desejados estão os setores Marista, Oeste e Bueno. Já a via mais badalada é a Alameda Ricardo Paranhos, com suas lojas de moda e decoração de alto padrão. Não à toa, a capital de Goiás está entre as 10 melhores para se viver no Brasil, conforme estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado no ano passado. Todo este contexto tem transformado a cidade em um hub regional, atraindo pessoas e investimentos.
Quanto a gastronomia, Goiânia é a terra natal do chef Ian Baiocchi, considerado o Melhor do Brasil em 2023 pela revista Prazeres da Mesa. Responsável por levar a cozinha do Cerrado para o mundo, Baiocchi já trabalhou com nomes como Alex Atala e o catalão Joan Roca e, hoje, tem diversos restaurantes na cidade. Como se não bastasse, o bar mais alto do Brasil fica na capital de Goiás, a 190 metros de altura!
A seguir, selecionamos um roteiro para uma visita curta na cidade, com dicas de como chegar, onde se hospedar e o que fazer por lá. Acompanhe.
••••• COMO CHEGAR DE AVANTTO: A capital goiana fica a cerca de 800 km de distância de voo de São Paulo. Há pelo menos três pistas de pouso que podem ser acessadas na cidade e boa rede de mobilidade para deslocamentos terrestres.
Partida: Aeroporto de Congonhas (SP) Chegada: Aeroporto Internacional de Goiânia – Santa Genoveva Coordenadas: 16° 37′ 47″ S / 49° 13′ 36″ W Aeronave indicada: Phenom 300 (01h20) e EPIC E1000 GX (01h40)
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Transamérica Collection Goiânia: quarto, lobby e academia. Créditos: Divulgação.
ONDE FICAR:Transamérica Collection Goiânia Com 148 apartamentos, fica no Órion Business & Health Complex – um centro multiuso com hotel, unidade do Hospital Israelita Albert Einstein, escritórios, shopping center e polo gastronômico. Por ser um dos prédios mais altos da cidade, a vista dos quartos – e da piscina – é um dos destaques. Bem localizado no Setor Marista, é excelente dica para quem visita a cidade e tem pouco tempo para perder no trânsito.
ONDE COMER:1929 Trattoria Moderna Do chef Ian Baiochi, eleito o Melhor do Brasil pela revista Prazeres da Mesa, tem menu com releituras contemporâneas de clássicos da culinária italiana. Um destes pratos é o Raviolone de Linguiça de Trindade e Camarões, gratinado na panela com grana padano e ciboullete. O nome do restaurante remete ao ano de nascimento da avó de Baiochi, dona Colombina.
PASSEIO OUTDOOR: Parque Vaca Brava Uma área verde com 80 mil metros quadrados, bosque com mata nativa e um grande lago central. Muito procurado pelas famílias que vivem ao redor, bem como pela turma do esporte – tem uma pista de cooper que circunda todo o parque. Ao redor, pode-se desfrutar de serviços como bares, restaurantes, cafeterias e lojas.
PARA RELAXAR:Grá Rooftop Fim do expediente? Bem, a dica para o happy hour fica a 190 metros de altura: o Grá Rooftop, no alto do Órion Complex. Lá de cima, com vista panorâmica incomparável na cidade, são servidos drinks autorais como o Soleil (Aperol, Lillet, Strawberry Syrup, Cardamon e Limão) e o Iz Smoke (Vodka, Lime Juice, Sugar Syrup, Liquid Smoke e Ginger Foam), além de clássicos como o Fitzgerald, Margarita, Negroni e Whiskey Sour. E, no piso inferior, o Grá Bistrô é opção de jantar com ambiente charmoso e menu típico francês.
Aeronave Epic E 1000 GX surpreendeu o público presente na maior feira de aviação de negócios da América Latina, realizada em São Paulo nos dias 06,07 e 08 de Agosto.
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Por Avantto
O Epic E1000 GX – uma das estrelas da frota da Avantto – foi um dos destaques da 19ª edição da LABACE (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), o maior evento da aviação de negócios da América Latina, realizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP).
O EPIC E1000Gx em sua categoria é uma das aeronaves mais rápidas do mundo. A Aeronave é construída com fibra de carbono e equipada com um motor Pratt & Whitney Canada PT6A de 1.200 cavalos de potência, podendo alcançar velocidade de cruzeiro de 617 km/h e altitude de 34 mil pés. O avião tem autonomia de voo de 2.890 quilômetros.
Epic E1000 GX, na Labace 2024: ‘turboprop’ mais veloz do mundo fez a sua estreia em São Paulo. Créditos: Divulgação/Avantto.
“Participar do principal evento do setor na América Latina foi uma ótima oportunidade de apresentar de perto o mais novo modelo da nossa frota de Compartilhamento de Aeronaves, o Epic E1000GX. Sua versatilidade, excelente capacidade operacional, desempenho notável e altos padrões de segurança despertaram grande interesse, principalmente no mercado de compartilhamento de aeronaves, um segmento em franca expansão. A recepção foi extremamente positiva” comentou Rogério Andrade, CEO da Avantto.
A empresa contou com um espaço exclusivo para receber clientes, parceiros e visitantes nos três dias de evento.
Lounge da Avantto recebeu clientes, parceiros e convidados para conhecer o novo Epic E1000 GX e os demais produtos e serviços da companhia. Créditos: Divulgação/Avantto.
Outros destaques na feira foram a aparição inédita no Brasil do novo Embraer Phenom 100EX, ao lado do Phenom 300E, o jato leve mais vendido no mundo, e do Praetor 600 2024 – um supermédio de alta performance, com muita tecnologia embarcada. A série Phenom tem presença significativa no Brasil, com 115 aeronaves Phenom 100 e mais de 80 Phenom 300 atualmente em operação em todo o país.
Phenom 100EX fez sua estreia no Brasil durante o evento paulistano. Créditos: Embraer/Divulgação.
Neste ano, a LABACE recebeu um público de cerca de 20 mil pessoas durante os três dias de evento, entre compradores e vendedores de aeronaves, equipamentos e serviços, fabricantes, tradings, distribuidoras de peças e combustíveis, MRO (manutenção), FBO’s (operadores de serviços aeroporturários) e operadores aéreos. No ano passado, 17.342 pessoas estiveram presentes, número 26% maior do que em 2022.
Quanto aos expositores, participaram 144 marcas e empresas, dentre elas os mais importantes players nacionais e globais. No pátio e nos hangares, 44 aeronaves foram mostradas aos visitantes. Os dados são da ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral), organizadora do evento.
Presença de grande público na última edição da Labace no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo: evento muda de local para 2025. Créditos: Abag/Divulgação.
A inteligência artificial começa a transformar a indústria do turismo, com algoritmos capazes de personalizar ao máximo a experiência dos viajantes, além de proporcionar uma gestão de dados que torna as operações do setor mais ágeis, eficientes e seguras.
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Por Avantto
Vai viajar a trabalho ou lazer? Até bem pouco tempo atrás, este era o principal fator de classificação das viagens para as companhias do setor. Porém, na atual era dos dados, a quantidade de informações geradas dentro e fora do ambiente digital, permite criar viagens hiper segmentadas como jamais visto na história. Nessa jornada de personalização, uma tecnologia em especial assume o papel de protagonista: a inteligência artificial (IA).
São estes algoritmos que têm colaborado com as companhias aéreas e agências de turismo na construção de roteiros completos de viagem, confrontando datas, horários, clima, disponibilidade nos hotéis, entre outros aspectos. Eles também têm ajudado as empresas do setor a elevar suas performances comerciais com campanhas de venda mais assertivas, a partir do reconhecimento de padrões e da análise de comportamento dos clientes na internet. Além disso, têm exercido uma função vital na orquestração de tarefas nos terminais aeroportuários. O futuro do setor de turismo está sendo remodelado graças ao avanço da inteligência artificial (IA), que promete estimular a transformação mais disruptiva da história desta indústria nos próximos anos.
O futuro do setor de viagens será cada vez mais suportado por algoritmos inteligentes, capazes de customizar ao máximo a experiência do viajante. Créditos: Freepik.
Existe, ainda, o impacto financeiro. Segundo o relatório “Travel & Hospitality AI Market”, publicado pela IndustryArc, a previsão é de que o IA represente US$ 1,2 bilhão em novos negócios no turismo mundial até 2026. De maneira mais ampla, estudo recente da consultoria McKinsey aponta que a utilização da IA deve destravar entre US$ 2,6 trilhões e US$ 4,4 trilhões anualmente em toda a cadeia produtiva global.
A adoção da tecnologia – em especial, na sua versão generativa – tem respondido à demanda das pessoas por experiências mais personalizadas e memoráveis quando decidem viajar, bem como o desejo delas em organizar tudo isso de maneira mais ágil e fácil.
Mas como isso funciona? “Pense que, até hoje, você precisa preencher dezenas de campos em um formulário online – destino, datas, horários, quantidade de pessoas, bagagem, preferência de quartos, itinerários –, na hora de montar a sua próxima viagem”, diz Vik Krishnan, pesquisador associado da consultoria McKinsey em San Francisco (EUA), em painel online no fim de 2023.
“Com IA, é possível definir todos estes detalhes em uma só pergunta ao assistente virtual da empresa de turismo. O que esperamos em relação ao usuário final é uma forma de planejar roteiros muito mais simplificada e assertiva”, afirma Krishnan.
Então, em breve, bastará perguntar ao chatbot: “por favor, pode me ajudar com uma viagem de três dias a Nova York, em setembro, com duas crianças de 5 e 15 anos, em hotel próximo ao Central Park e fazer reservas para um espetáculo infantil na cidade?” E a nova tecnologia será capaz de responder a esta requisição com o máximo de precisão possível, em menos de dois minutos.
O futuro do setor de viagens será cada vez mais suportado por algoritmos inteligentes, capazes de customizar ao máximo a experiência do viajante. Créditos: Freepik.
IA nos negócios Se a IA promete levar a personalização das viagens a um patamar inédito, para os operadores ela será essencial na garantia de que tudo isso aconteça efetivamente como contratado, elevando ainda mais o resultado comercial das empresas. Na hotelaria, por exemplo, a IA já tem colaborado com a maximização das taxas de ocupação dos quartos, por meio de estratégias de preços dinâmicas, que ajustam os valores e a oferta a partir da análise de dados sobre o histórico dos hóspedes e fatores externos como o clima e eventos na cidade.
Ferramentas alimentadas por IA têm contribuído na criação de campanhas de vendas mais eficientes também. Elas monitoram a internet em busca de fragmentos de informação deixadas por usuários da rede – como likes em fotos de viagem no Instagram, busca por roteiros, faixa de preço que estão dispostas a pagar por determinada passagem aérea – e, a partir disso, gerar ofertas que sejam realmente relevantes para cada indivíduo, aumentando a assertividade e a performance de vendas.
No setor de transporte, a IA tem colaborado para dar maior eficiência operacional. Em um aeroporto, por exemplo, cada aterrissagem de um avião dá início a um processo com dezenas de tarefas simultâneas que precisam ser executadas com perfeição para que tudo funcione dentro do programado, sem atrasos. É uma orquestração complexa de informações que inclui desde qual “finger” está disponível para o desembarque dos passageiros, o manuseio das bagagens, reabastecimento da aeronave, catering, limpeza da cabine, troca eventual da tripulação – tudo isso dentro do prazo prometido pela empresa aérea.
Setor logístico e de transporte aéreo deve se beneficiar cada vez mais da inteligência artificial generativa. Créditos: Shutterstock.
Momento Todo este impulso tecnológico alinha-se a um momento próspero do setor de viagens pós-pandemia. De acordo com estimativa do World Travel & Tourism Council (WTTC), o setor deve bater recorde histórico neste ano em participação no PIB mundial – algo em torno de US$ 11,1 trilhão.
Serão mais de US$ 770 bilhões extras na geração global de riqueza, com 142 países registrando alta na atividade em 2024. A expectativa é de que os gastos nas viagens ao Exterior cheguem a US$ 1,89 trilhão; já o turismo doméstico deve movimentar US$ 5,4 trilhões. Cifras que confirmam o setor como força econômica global: a cada US$ 10 faturados no planeta neste ano, um terá origem no turismo.
No Brasil, o visitante estrangeiro injetou R$ 34,5 milhões na economia em 2023, segundo dados do Ministério do Turismo. A quantia é 1,5% maior do que a arrecadada em 2014, ano da Copa do Mundo de futebol no país. No total, foram cerca de 6 milhões de turistas internacionais que desembarcaram por aqui no ano passado.
Os números demonstram a determinação crescente das pessoas em viajar mais, viver novas experiências, desfrutar de bons hotéis e da gastronomia ao redor do mundo. Cabe ao setor atender a essa vontade com máxima qualidade e eficiência. A inteligência artificial e todas as tecnologias digitais correlatas vão ajudar as empresas a cumprir essa missão.
Conheça as “blue zones”, regiões do mundo onde as pessoas vivem mais graças a um estilo de vida ativo, alimentação saudável, contato com a natureza e dia a dia sempre cercado de amigos e da família.
Tempo de leitura: 9 minutos
Por Fabiano Mazzei
Em meados dos anos 2000, o educador e jornalista norte-americano Dan Buettner iniciou uma pesquisa para entender porquê, em determinadas regiões do planeta, as pessoas viviam por mais tempo. Ele detectou que em Okinawa, no Japão; Sardenha, Itália; Ikaria, Grécia; Nicoya, na Costa Rica; e Loma Linda, nos Estados Unidos, a população com mais de 80 anos ultrapassava em muito a média global. A estes locais, Buettner batizou de “Blue Zones”.
O estudo, que durou 15 anos, rendeu um livro, “The Blue Zones: Secrets for Living Longer” (2020), e um documentário de bastante sucesso no canal de streaming Netflix: “Live to 100: Secrets of the Blue Zones”, lançado em 2023. Em ambos, o pesquisador detalha os hábitos e o estilo de vida responsáveis por essa longevidade.
O autor, que é explorador da National Geographic, iniciou sua pesquisa quando visitou o arquipélago japonês para escrever um artigo sobre a população de idosos de Okinawa. A partir disso, ele passou a viajar o mundo entrevistando pessoas e analisando dados demográficos para identificar novas ‘blue zones’ e determinar quais comportamentos estavam prolongando a vida das pessoas.
Bom humor, vinho e ritmo de vida mais desacelerado fazem parte da receita de longevidade na Sardenha, Itália. Créditos: Shutterstock.
Uma dessas zonas azuis é a Sardenha, na Itália, apontada em artigo assinado pelos pesquisadores Gianni Pes e Michel Poulain, no Journal of Experimental Gerontology, como a região com a maior concentração de homens centenários do mundo. Um dos motivos seria genético: seus habitantes carregam o marcador M26, ligado à longevidade e, devido ao isolamento da ilha, ainda bastante concentrado por ali. Resultado: 10 vezes mais centenários per capita do que nos Estados Unidos.
Mas a questão não é apenas o isolamento: a população desta ilha no Mar Mediterrâneo tem um estilo de vida tradicional e bastante saudável também. Os habitantes ainda caçam, pescam e colhem seus alimentos, vivem cercados de amigos e familiares, se divertem e, claro, bebem vinho.
A dieta na Sardenha é basicamente formada por pão integral, hortaliças, frutas, peixes e queijo de cabra, que é rico em Ômega-3. A carne vermelha fica mais restrita aos finais de semana e datas especiais. Os sardos gostam de caminhar: uma média diária de 8 km ou mais, o que ajuda na saúde cardiovascular, dos ossos e músculos. Eles também cultivam fortes laços familiares, celebram os mais velhos, são conhecidos pelo bom humor e consomem vinho – de uvas Grenache – moderadamente. Tudo isso ajuda a combater a depressão, o estresse e outras doenças psicossomáticas.
Não muito longe dali, em Ikaria, Grécia, o fenômeno se repete. Nesta pequena ilha do Mar Egeu, as pessoas têm passado facilmente dos 90 anos, repletas de boa saúde. A justificativa vem de uma combinação de fatores: gastronomia mediterrânea a base de alimentos frescos, do mar e azeite de oliva; preferem leite de cabra, com mais potássio e hormônios antiestresse; vida ativa, com caminhadas entre os vilarejos que ocupam a região mais montanhosa; e o hábito da soneca no meio da tarde. Segundo a medicina, pessoas que fazem uma pausa no meio do dia têm 35% a menos de chance de desenvolver doenças cardíacas.
Alimentação a base de frutos do mar e soneca a tarde aumentam a qualidade de vida da população das ‘blue zones’ que ficam próximas ao Mediterrâneo. Créditos: Shutterstock.
09 HÁBITOS DAS BLUE ZONES Em Okinawa, Loma Linda e Nicoya, a soma destes aspectos – dieta, atividade física, vínculo social e propósito de vida – também ajudam a compreender as razões para que, nestes lugares, as pessoas vivam mais.
Em seu estudo, Dan Buettner elencou nove hábitos destas comunidades que contribuem para a longevidade. Segundo ele, se bem aplicados no dia a dia, podem ajudar a elevar a expectativa de vida média em até 12 anos. São eles:
1. Mova-se naturalmente. As pessoas que vivem mais no mundo não correm maratonas ou se acabam em treinos dentro de academias. Ao contrário, elas vivem em ambientes que estimulam atividades físicas de maneira mais natural. Cuidam de tarefas domésticas, como limpar o jardim, sem uso de ferramentas mecânicas, por exemplo;
2. Tenha um propósito. Em Okinawa, é chamado de “Ikigai”; na Costa Rica, de “plan de vida”. Para ambos, é o motivo que nos leva a acordar todas as manhãs. Não vale trabalho: tem de ser algo que agrega no aspecto mais humano. Apenas isso seria capaz de acrescentar cerca de sete anos na expectativa de vida das pessoas;
3. Desacelere! O estresse é uma praga global e afeta até quem vive nas zonas azuis. O que eles fazem de diferente para não se sentirem tão atingidos? Desaceleram. Em Ikaria, tiram uma soneca a tarde; em Loma Linda, rezam; os sardos bebem vinho no happy hour. Fundamental para diminuir o risco de doenças crônicas na velhice;
4. A regra dos 80%. No Japão, o mantra “Hara Hachi Bu”, difundido há mais de 2.500 anos, orienta para que as pessoas parem de comer durante uma refeição quando estiverem 80% saciados. Os 20% restantes podem fazer a diferença na hora de ganhar ou perder peso. Nas ‘blue zones’, as pessoas fazem sua última refeição no final da tarde ou início da noite – e não comem mais nada até a manhã seguinte;
5. Dieta vegetal. Feijões e grãos em geral são a base da alimentação da maioria dos centenários. Carne – em geral, de porco – é consumida até 5 vezes por mês apenas. E sempre em porções modestas;
6. Vinho, sempre. Em todas as zonas azuis, as pessoas bebem vinho moderada e regularmente. Isso significa de uma a duas taças diárias, ao lado de amigos ou acompanhando as refeições. E não vale passar a semana sem beber, para acelerar no sábado: não é assim que funciona;
7. Pertencimento. Nas pesquisas de Buettner, ele notou a importância da fé como fator de pertencimento a um tecido social. Tanto faz a religião: participar de rituais de fé regulamente pode estender a vida entre 4 e 14 anos;
8. Tudo em família. Centenários convivem mais com suas famílias, moram junto ou próximo a elas, participam de agenda social em comum e ajudam nos cuidados com as crianças e jovens. Isolamento, jamais;
9. Tribo certa. Sedentarismo, alcoolismo, obesidade e solidão podem ser causados por influência do grupo social. Escolher a tribo certa, com comportamentos que buscam mais qualidade de vida e cultivam hábitos saudáveis, é essencial para a longevidade.
Vínculos sociais – sejam de origem familiar ou amizades – ajudam no suporte emocional dos moradores idosos em Okinawa, no Japão. Créditos: Shutterstock.
Para Diego Felix Miguel, presidente do departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG-SP), em São Paulo, obter um envelhecimento saudável vai muito além do binômio saúde-doença.
“Existem aspectos socioculturais e climáticos que interferem neste processo”, diz. O especialista cita condições de acesso a alimentação adequada, rotina de trabalho que considere o descanso necessário, ambiente social mais solidário e possibilidade de se viver em regiões com temperaturas mais amenas, sem extremos.
“As pessoas já estão vivendo mais, graças a evolução da medicina, acesso a informação e sistema de saúde pública mais abrangente. A questão, agora, é como avançar na idade com mais qualidade”, afirma. Segundo o Censo de 2022 (IBGE), a expectativa de vida no Brasil é de 75,5 anos – cerca de dois anos a mais do que em 2010.
Os vínculos sociais, destaca Diego, são essenciais neste processo. Isso significa cultivar relações interpessoais fora do ambiente de trabalho, por exemplo. “Quando a pessoa se aposenta, ela precisará de uma outra rede de suporte, um outro grupo social para pertencer e se manter ativa e acolhida do ponto de vista emocional. Isso precisa ser construído ao longo do tempo”, avalia.
Por fim, ele menciona que a relação com a natureza nas “blue zones” indica a importância do tema para se viver melhor. “Não apenas porque permite acesso a alimentos mais frescos ou ar mais puro, mas porque a natureza estimula um aspecto de religiosidade, de interdependência entre os seres e do cuidado que temos que ter uns com os outros.”
Sustentabilidade, eVTOLs e crescimento do mercado foram os assuntos em destaque em um dos maiores eventos da aviação executiva, realizado na Suíça.
Tempo de leitura: 05 minutos
Por Avantto
Preocupação ambiental, desenvolvimento da mobilidade aérea elétrica urbana e números positivos do mercado local foram os temas que dominaram as conversas no Palexpo em Genebra (Suíça), local da edição 2024 da European Business Aviation Convention & Bureau (Ebace) – o maior evento de aviação executiva do mundo.
No total, mais de 180 expositores, entre fabricantes, operadores e prestadores de serviços participaram da Ebace neste ano, marcado pela apresentação de aeronaves na pista do aeroporto da cidade, e por debates e fóruns ministrados por players do setor.
O painel de abertura foi conduzido por Ed Bolen, CEO e Presidente da National Business Aviation Association (NBAA), com a presença do aviador e ambientalista Bertrand Piccard; John Santurbano, diretor do Eurocontrol; e Delphine Bachmann, conselheira do Departamento de Economia e Trabalho do estado de Genebra. Os presentes destacaram a importância de uma ação conjunta para que o setor alcance o seu objetivo sustentável de zerar suas emissões de carbono até 2050.
À esq., CEO da Ebace, Ed Bolen, comandou o painel de abertura da Ebace 2024: sustentabilidade e crescimento do mercado em debate. Créditos: Divulgação.
“No futuro, as pessoas não perguntarão se nós voamos, mas como voamos. Isso resume o motivo de nos adaptarmos em busca das metas traçadas até lá”, afirmou Santurbano. Para Piccard – primeiro balonista a dar a volta ao mundo sem escalas e primeiro aviador a circundar o planeta a bordo de um avião movido a energia solar – disse que a indústria precisa estar aberta a novas tecnologias. “Já existem formas de voar de maneira ecologicamente correta e financeiramente viável ao mesmo tempo”, disse.
ESTREIA A Ebace 2024 marcou a apresentação do eVTOL Lilium, da fabricante alemã Lilium Air Mobility. A aeronave contará com duas versões – de quatro e seis lugares. O primeiro modelo deve entrar em operação em 2026. O segundo, um ano depois.
“Nós queremos fazer algo muito acessível a um público maior”, disse Klaus Roewe, CEO da Lilium Air Mobility. Até 2040, de acordo com Roewe, sua empresa fabricará uma versão capaz de transportar até 100 passageiros e realizar voos de 2 mil quilômetros usando apenas 75% da bateria.
Lilium foi apresentado pela primeira vez ao público na Ebace 2024. Créditos: Divulgação.
Outros dois projetos de veículos de mobilidade aérea urbana elétrica foram mostrados no evento: o Cassio 330, da companhia francesa VoltAero; e o Midnight, da Archer Aviation, com sede na Califórnia (EUA).
O primeiro é híbrido e poderá transportar tanto pessoas, quanto cargas. “Vantagem é que ele poderá operar tanto com combustível fóssil, quanto bateria elétrica”, disse Jean Botti, CEO e CTO da empresa. Já o Midnight foi pensado para atuar nas grandes cidades, realizando deslocamentos sobre as vias urbanas e estradas engarrafadas. Para Billy Nolen, executivo da empresa, as viagens neste novo modal terão preços semelhantes aos cobrados por um Uber Black.
CRESCIMENTO Analistas de mercado presentes no pavilhão de exposições do aeroporto de Genebra apontaram números favoráveis para o setor global no ano. A expectativa é de crescimento da frota, por exemplo, está na casa de dois dígitos em 2024.
“Nossa previsão é muito otimista e realista também. Conforme projeção da General Aviation Manufacturing Association (GAMA), as entregas de novas aeronaves deverão crescer 13% este ano – 3% acima do que em 2023”, disse Rolland Vincent, diretor da consultoria JetNet IQ. Os motivos seriam demanda reprimida e novas certificações de fabricantes, gerando carteiras de pedidos firmes no ano.
Na Europa, alerta Vincent, a expansão da frota executiva tem ritmo três vezes superior ao crescimento do PIB – algo não visto em outras regiões do mundo até aqui. Quanto aos estoques de aeronaves para comercialização, os analistas classificaram o momento do mercado europeu como “mais perto do normal”, com inventário local representando cerca de 7,5% de todos os aviões executivos à venda no mundo.
Novo helicóptero AW109, o Gulfstream G700 certificado da Qatar Executive e a luxuosa cabine do BBJ Max 8: estrelas da Ebace 2024. Créditos: Divulgação.
A demanda global por voos charter também deve registrar aumento neste ano, bem como as atividades dos operadores. Tanto empresas que administram grandes frotas, quanto àquelas que operam uma única aeronave vêm acumulando alta no semestre. No segundo caso, o crescimento até aqui foi de 18,1% sobre 2023. “As operadoras de frotas maiores têm observado um aumento da ocupação por aeronave”, disse Richard Koe, CEO da plataforma Wing-X.
Os números na Europa indicaram outros dois fenômenos: um aumento no volume de novos usuários da aviação privada e uma erosão na conectividade dos destinos atendidos pela aviação comercial. Caso ambos se confirmem no curto prazo, os efeitos ao setor seriam muito positivos. “A aviação privada na Europa tem seis vezes mais conexões regionais do que as companhias aéreas tradicionais. Isso demonstra a importância do setor para a conectividade no continente”, afirmou Koe.
Praia sofisticada no Nordeste, requinte e arquitetura no litoral do Rio ou imersão sem precedentes na natureza do cerrado. Conheça três hotéis-destino no Brasil – com pista de pouso próxima – para você curtir o feriadão de Avantto.
Tempo de leitura: 3 min
Por Avantto
O Brasil é um dos países com maior potencial turístico do mundo. São milhares de quilômetros de litoral, com praias paradisíacas; interior imenso e com natureza exuberante; e cidades pequenas que são verdadeiras joias de nossa história. Seja para onde for, todos os destinos sempre oferecem experiências naturais e gastronômicas inesquecíveis. Então, que tal aproveitar de tudo isso no próximo feriadão de Corpus Christi? Para ajudar, sugerimos três hotéis-destino que reúnem todas estas qualidades e um plus: pista de pouso próxima, para você ir de Avantto. Descubra mais a seguir:
••••• A Concept Hotel & Spa, Búzios (RJ) No balneário mais charmoso do Rio de Janeiro, uma joia da arquitetura transformada em hotel boutique entrega uma experiência de luxo e sofisticação aos hóspedes. O A Concept Hotel & Spa, na Praia de Manguinhos, em Búzios, nasceu como casa de veraneio e, em 2019, virou um requintado hotel à beira-mar. Em uma área com 40 mil metros quadrados, conta com 25 acomodações, duas piscinas (uma delas, com vista para o oceano), restaurante tailandês, spa, quadras de tênis, paddle e campo de golfe privativo. Chama a atenção o desenho arquitetônico do lugar, projetado por um dos escritórios mais importantes do país, o Bernardes Arquitetura, além das obras de arte e design de Vik Muniz e Sérgio Rodrigues espalhadas pelos ambientes. aconceptbuzios.com
COMO CHEGAR DE AVANTTO Partida: São Paulo (SP) – Hangar Aeroporto de Congonhas Aeronave indicada: Phenom 100 Terminal para pouso: Aeroporto Umberto Modiano, Búzios (RJ) Tempo médio de viagem*: 55min (*)Traslado até o hotel: 07 km, via terrestre.
A Concept Hotel & Spa. Créditos: A Concept/Divulgação.
••••• Glamping Chapada dos Veadeiros, Goiás (GO) O conceito de “glamping” – glamour mais camping – vem ganhando força e novos empreendimentos no Brasil desde a pandemia. Vizinho à Chapadas dos Veadeiros, um dos parques nacionais mais visitados do país, em Goiás, o Hidden Treasure abriu suas portas, ou melhor, armou suas barracas pela primeira vez somente após a pandemia. Sua estrutura compreende quatro exclusivos “pods”, domos especiais onde ficam as suítes, além de um lounge que funciona como área comum. O luxo aqui está no contato intenso com a natureza, com direito a vistas e pôr-do-sol deslumbrantes em pleno cerrado. glampingchapadadosveadeiros.com
COMO CHEGAR DE AVANTTO Partida: São Paulo (SP) – Hangar Aeroporto de Congonhas Aeronave indicada: Epic E1000 GX Terminal para pouso: Aeroporto de Alto Paraíso de Goiás Tempo médio de viagem: 2h10
Hidden Treasure – Glamping Chapada dos Veadeiros. Créditos: Divulgação.
••••• Carmel Taíba, São Gonçalo do Amarante (CE) É um dos resorts mais exclusivos do Nordeste brasileiro, com apenas 36 acomodações: villas equipadas e finamente decoradas, com plantas entre 80 e 260 metros quadrados. No menu de atividades, jantar romântico na praia, aulas de ioga, surfe e kitesurfe, passeios de quadriciclo e buggy, além de tour de helicóptero. carmelhoteis.com.br
COMO CHEGAR DE AVANTTO Partida: São Paulo (SP) – Hangar Aeroporto de Congonhas Aeronave indicada: Phenom 300 Terminal para pouso: Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE) Tempo médio de viagem*: 3h30 (*) Traslado até o hotel: 75 km. Possibilidade de contratação de transfer aéreo.
Evento em São Paulo reuniu fabricantes, operadores e empresas de tecnologia, além de players do setor de aviação para debater o futuro da mobilidade aérea urbana.
Tempo de leitura: 05 minutos
Por Avantto
Os “carros voadores” foram a principal atração do Expo eVTOL 2024, feira sobre veículos elétricos de pouso e decolagem verticais, que aconteceu entre os dias 21 e 23 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reuniu fabricantes, operadores e empresas de tecnologia, além de sediar o 2º Fórum eVTOL, com especialistas e players da aviação debatendo sobre mobilidade aérea urbana (UAM, em inglês) e os desafios para que este novo modal se torne uma realidade no Brasil.
No painel “Possibilidades e novos mercados para a operação com eVTOLs no Brasil”, o CEO da Avantto, Rogério Andrade, falou sobre a transformação da mobilidade urbana com a chegada do novo veículo de transporte.
“As pessoas que vivem nas grandes metrópoles passam cerca de 45 dias por ano paradas no trânsito. Portanto, uma nova alternativa a esse deslocamento diário, que seja aéreo, mais rápido e seguro, sem dúvida, será muito interessante”, afirmou.
O executivo destacou que São Paulo, cidade que possui o maior volume de voos de helicóptero do mundo – cerca de 80 mil por ano, com 410 aeronaves e mais de 200 pontos de pouso – tem uma vantagem competitiva em relação a outras capitais brasileiras e mundiais.
“Os paulistanos já aderiram a essa cultura do voar para o seu deslocamento diário. Além disso, conta com uma malha de voos mais avançada, além dos helipontos, que precisarão ser adaptados, mas já existem”, disse Andrade.
A Avantto é a maior operadora privada de voos de helicóptero do mundo e, por este ‘know how’, foi procurada pela Eve Air Mobility, divisão de eVTOL da Embraer, para o desenvolvimento de todo o ecossistema de UAM em São Paulo.
Rogério Andrade, CEO da Avantto, participa de painel sobre os desafios e oportunidades da mobilidade elétrica aérea urbana em evento na capital paulista. Créditos: Divulgação.
Custo, rotas e oportunidades Rogério Andrade apresentou ao público um estudo realizado pela consultoria KPMG sobre a oportunidade de crescimento do mercado de eVTOLs nas principais cidades do mundo. São Paulo e Rio de Janeiro foram contempladas e demonstraram números superlativos.
De acordo com o levantamento, com o início da operação na capital paulista começando em 2027, o novo modal atenderia 850 mil pessoas por ano, com apenas 48 aeronaves. Caso as premissas de escalabilidade sejam atendidas, esse número poderá chegar a 60 milhões de passageiros e oito mil eVTOLs operacionais em 2040. O Rio teria uma performance menos exuberante, mas igualmente surpreendente: chegaria a 18 milhões de passageiros/ano, com 2,3 mil veículos.
Para o executivo, as rotas iniciais deverão ser aquelas que ligam o centro financeiro das cidades com os aeroportos do entorno. “Viagens de até 30 km de distância, como entre a Avenida Faria Lima, em São Paulo, e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, deverão demorar até 15 minutos para serem completadas”, descreveu.
O custo do bilhete? “A expectativa é de que, quando começar a operar, o preço médio do ticket por passageiro será de US$ 100. À medida que o serviço for evoluindo, o custo dessa viagem poderá chegar a US$ 50. Em comparação, o mesmo trecho feito de helicóptero custa, hoje, US$ 300”, afirmou Andrade.
Feira Expo Evtol 2024 apresentou novidades do setor ao público em São Paulo. Créditos: Divulgação.
Desafios O CEO da Avantto apontou ainda os desafios que precisarão ser superados para que a o novo modal possa começar a operar nas cidades brasileiras. O primeiro deles seria a questão da conectividade: uma infraestrutura tecnológica de transmissão de dados altamente eficiente, que permita que os eVTOLs sejam controlados remotamente, sem a necessidade de um piloto a bordo.
A cultura do compartilhamento de viagens também precisaria amadurecer e ser mais aceita pela sociedade. “Este é um comportamento comum nos voos comerciais, mas na aviação privada ainda é muito incipiente”, disse. Outro ponto fundamental diz respeito ao grid elétrico das cidades, que deverá ser mais robusto para suportar a necessidade de recarga das aeronaves.
“Boa parte do capital levantado para o desenvolvimento da mobilidade aérea elétrica urbana tem se concentrado nos equipamentos. Mas, se observarmos todo o ecossistema, os investimentos em infraestrutura urbana e no controle do espaço aéreo também precisarão ser feitos”, comentou.
Por fim, Rogério Andrade se mostrou confiante com o potencial dos eVTOLs para a transformação da mobilidade nas cidades. “Se tudo evoluir como se espera, será um modal muito acessível e que transportará um número muito maior de passageiros do que na aviação privada, permitindo com que as pessoas valorizem o seu principal bem: o tempo, seja para fazer negócios ou estar com quem mais importa.”
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