27/04/22

Come fly with me!

Apaixonado por aviões Frank Sinatra inaugurou o estilo de vida  jet set e deu o impulso inicial para o crescimento da aviação privada no mundo. Descubra alguns de seus jatos e histórias a bordo.

Tempo de leitura: 05 minutos

Por Avantto

Shows ao redor do mundo, viagens para impressionar as namoradas famosas e amigos inseparáveis. A conexão de Frank Sinatra com a aviação é repleta de ótimas histórias, refletindo um estilo de vida que ele próprio inaugurou ainda na década de 1950, definida em prosa e verso no álbum Come Fly With Me (1958). 

Bem verdade, a necessidade de mobilidade do cantor por conta da agenda profissional o fez aderir a aviação privada. O primeiro avião foi um grande bimotor Martin 4-0-4, que contava com um piano e um bar – devidamente abastecido de Jack Daniels, seu bourbon preferido – na cabine. 

Depois dele, veio um dos primeiros jatos privados do mundo, o Learjet 23, entregue em 1964 pelo próprio fundador da marca, Frank Lear, com um bilhete: “Parabéns por adquirir uma das máquinas de negócio mais elegantes do mundo.” Além de usá-lo para trabalhar, Sinatra compartilhou o jato com muitas celebridades da época como Elvis Presley, Sammy Davis Jr., Marlon Brando, Paul McCartney, Liz Taylor, Ava Gardner e, claro, seu amigo de todas as horas, Dean Martin. Mia Farrow, ainda uma jovem atriz, se tornou namorada de Sinatra logo após uma carona que ele ofereceu a ela no avião. 

Sinatra e Dean Martin com o Learjet 23, batizado de Christina II: histórias de amizade e glamour a bordo

No fim dos anos 1960, Sinatra adquiriu um Gulftream GII, mais espaçoso e com maior agilidade para dar conta de sua agenda como homem de negócios – o cantor foi dono de uma grande holding de imóveis, um estúdio de cinema, uma gravadora e foi sócio de uma fábrica de mísseis. Ele também chegou a fretar um Boeing 707 para ter maior autonomia de voo nos deslocamentos intercontinentais durante uma turnê de três meses e teve também dois helicópteros. 

Gulfstream de Sinatra nos anos 1970, em Los Angeles

O grande legado da paixão Sinatra pela aviação executiva foi ter chamado a atenção de empresas e pessoas para três valores bastante atuais: mobilidade, exclusividade e compartilhamento. Com sua “frota”, o cantor conseguiu se deslocar com mais agilidade para dar conta de sua agenda profissional, escolhia os passageiros com quem viajava e dividiu essa experiência com seus amigos. Por tudo isso, mais do que “a voz”, Sinatra foi um visionário.

11/04/22

Hora de sonhar 

Feira na suíça apresenta as novidades da alta relojoaria para 2022. Modelos inspirados na aviação são destaques. 

Tempo de leitura: 10 minutos 

Por Avantto 

Relógios que são verdadeiras obras de arte, alta tecnologia, novos materiais sustentáveis e tendências foram as atrações da Watches and Wonders 2022, a feira de alta relojoaria que aconteceu no início deste mês em Genebra, na Suíça. Esta foi a primeira edição presencial do evento desde o início da pandemia, em 2020, e reuniu 38 fabricantes de relógios de luxo.

Salões do evento em Genebra voltaram a receber visitantes após dois anos 

Chamou a atenção um inusitado encontro entre a tradição das boutiques clássicas do setor, localizadas na Carré des Horlorgers, e 15 projetos ultramodernos revelados no espaço LAB, que trouxeram inovações como materiais reciclados, novas fontes de energia, parcerias apoiadas na sustentabilidade e um debate curioso sobre NFT e relojoaria. 

Também se destacaram os modelos inspirados na aviação. A seguir, conheça três destes “pilot watches” que devem fazer sucesso entre os apaixonados por relógios neste ano: 

IWC – Big Pilot Perpetual Calendar TOP GUN Ceratanium 
 
Edição limitada a 150 peças, vem na cor matte black e diferencial na matéria-prima usada para a caixa, coroa e pulseira: o ceratanium, uma combinação do titânio com cerâmica, que torna o relógio muito leve e resistente a riscos. Utiliza Calibre 52615 manufaturado pela marca suíça e é tão preciso que só se desviará por um dia após 577,5 anos de uso. 

www.iwc.com 

Tag Heuer – Autavia 60th Anniversary GMT 3 Hands 
 
O icônico modelo Autavia (uma contração dos nomes “Auto”e “Aviação”, que inspiram o seu design), criado por Jack Heuer em 1962, ganhou releitura com três relógios diferentes. Um deles, o GMT 3, revive o estilo clássico da marca, feito de aço polido com caixa de 42mm e um elegante visor de safira com fundo azul e ponteiros brancos e laranja. No fundo da caixa, uma gravura remete a uma hélice dos clássicos aviões monomotores. 
www.tagheuer.com 

Rolex – Oyster Perpetual Sky-Dweller 
 
Um modelo elegante, pensado para o viajante frequente, moderno e globalizado. Mostra duas “time zones” simultaneamente, a local e a referencial, muito útil para quem vive em deslocamento por fusos horários diferentes. Esta coleção apresenta versões em ouro 18k e aço escovado com fundo azul (na foto que abre este post). Uma das opções de pulseira, a Oysterflex, é feita de borracha, conferindo um estilo mais esportivo ao relógio. 
www.rolex.com

04/04/22

Por dentro do novo hotel Rosewood São Paulo

Conheça o exclusivo hotel seis estrelas recém-inaugurado na capital paulista.

Tempo de leitura: 10 minutos 

Por Avantto 

O novo Rosewood São Paulo, que abriu oficialmente as portas em janeiro deste ano, é um encontro bem-sucedido da hotelaria de luxo com a arquitetura histórica paulistana. Seus 46 quartos ocupam as instalações da antiga Maternidade Matarazzo, vizinho a Avenida Paulista, e que fora minuciosamente restaurado e adaptado após três décadas abandonado. O hotel está inserido em um complexo – o Cidade Matarazzo – que inclui também edifícios residenciais e comerciais, centro de criatividade e um charmoso mall que serão inaugurados em fases até 2023. O projeto todo custou R$ 3 bilhões e pertence ao empresário francês Alexandre Allard. 

Vista aérea do hotel, no edifício restaurado, e a moderna torre Mata Atlântica ao fundo: encontro do novo com o clássico.

De volta ao hotel, o acesso por carro acontece em um dos novos subsolos construídos sob a maternidade original. Na entrada, as boas-vindas são dadas por uma belíssima peça de tapeçaria da brasileira Regina Silveira e um charmoso bar, ao lado da conciergerie. A atmosfera é aconchegante, com muitos livros e obras de artistas nacionais distribuídos pelo lobby. 

Das áreas comuns, o Rosewood conta com um restaurante principal, o Le Jardin, aberto 24h, com menu internacional e terraço aberto para o jardim, feito com mais de 10 mil árvores nativas da mata atlântica. Há ainda no térreo os bares Rabo di Galo, com música ao vivo, e o Blaise, cuja inspiração vem dos Alpes Suíços – ambos abertos ao público. No rooftop há ainda um bar exclusivo para os hóspedes, o Bela Vista, anexo à piscina de borda infinita com vista para o skyline da cidade. Uma segunda piscina, no térreo e inspirada na arquitetura do catalão Antoni Gaudí, deverá ser entregue ainda neste semestre. 

Suítes surpreendentes 
 
Nesta primeira fase, o hotel oferece 46 acomodações no edifício da maternidade. Outras 104 suítes serão entregues até julho na Torre Mata Atlântica, anexa da maternidade, com 25 andares e projeto do premiado arquiteto francês Jean Nouvel. O mesmo lugar contará também com outros 122 apartamentos residenciais. 
 
Dos quartos atuais já disponíveis, destaque para as quatro suítes Signature. O interior dos quartos combina o glamour do starchitect Phillippe Starck – que assina todos os interiores do empreendimento – com, objetos indígenas e violões autografados elementos da cultura brasileira: móveis assinados por designers por Gilberto Gil e Caetano Veloso. As diárias custam entre R$ 2,8 mil e R$ 7 mil. 

www.rosewood.com

29/03/22

Salve, Salvador!

No aniversário de 473 anos da capital da Bahia, quatro hotéis que representam a sofisticação e hospitalidade baianas. 

Tempo de leitura: 09 minutos

Por Avantto

Destino certo de viajantes de todo o mundo, Salvador completa 473 anos de sua fundação no próximo dia 29/03. A capital da Bahia é internacionalmente conhecida por sua cultura, rica em cores, sabores, musicalidade e pelo jeito de ser do seu povo, uma gente sempre com um sorriso largo no rosto. Este savoir faire baiano também é percebido na hospitalidade da cidade que, na última década, ganhou opções de alto nível e sofisticação. Selecionamos quatro destes hotéis que oferecem instalações luxuosas, serviços de qualidade e preservação do patrimônio cultural e arquitetônico da cidade. Confira! 

Fera Palace Hotel 
Em um edifício Art Déco dos anos 1930, restaurado pelo arquiteto dinamarquês Adam Kurdahl, o hotel resgata a memória da cidade por meio do mobiliário original recuperado e homenageia a cultura local com peças de arte de Nádia Taquary e fotos de Akira Cravo. No total, são 81 suítes, sendo a maior delas a Presidencial, instalada na alto da torre. No topo também fica a piscina de borda infinita de 25m de extensão, de onde se pode apreciar uma vista deslumbrante da Baía de Todos os Santos e a Ilha de Itaparica. O Fera Hotel conta com lobby bar e o restaurante Omí, especializado em frutos do mar. 

Fasano Hotel Salvador 
Localizado na célebre Praça Castro Alves e ocupando um prédio tombado que abrigou o jornal A Tarde por 45 anos, o hotel do grupo paulista em Salvador tem 74 quartos e decoração que combina a sobriedade da marca com toques sutis do clima litorâneo. Destaque para a vista privilegiada da suíte Deluxe Frente Mar para a baía. Na gastronomia, pratos assinados pela chef local Thereza Paim se misturam no menu com a excelência da culinária italiana, tradicional dos restaurantes Fasano pelo Brasil. 

Zank by Toque Hotel 
No bairro do Rio Vermelho, este hotel boutique de apenas 16  acomodações ocupa um casarão centenário da capital baiana. A decoração é um dos pontos altos, combinando móveis garimpados em antiquários e objetos de design contemporâneo. A vista do charmoso terraço com piscina e restaurante é para a praia da Paciência. Há ainda um gramado e deck com redes, para o dolce far niente com sotaque baiano ao entardecer. 
zankhotel.com.br

La Villa Bahia 

No coração do centro histórico, em pleno Pelourinho, o novo hotel boutique da capital baiana está a poucos passos de cartões postais da cidade, como o Elevador Lacerda e a Igreja de São Francisco, e com boa oferta de serviços ao redor. Por dentro, 17 quartos temáticos, com decoração tropical vibrante combinada a itens de apelo rústico e batizados com nomes das antigas possessões portuguesas, como Macau, Angola e Cabo Verde. Há ainda pátio interno e uma pequena, porém charmosa piscina. 
lavillabahia.com 

 
Como ir 
Aeronaves: Phenom 300 e Phenom 100 
Ponto de pouso: Aeroporto Luís Eduardo Magalhães – 12° 54′ 31″ S / 38° 19′ 21″ W 

Tempo médio de viagem*: 02h20 minutos 
*Com saída do São Paulo (SP). 

17/03/22

Dormir melhor faz bem aos negócios

Para ajudar na performance do trabalho e a tomar decisões mais assertivas, investir em um bom colchão é essencial. 
 
Tempo de leitura: 03 minutos

Por Avantto

De acordo com a Associação Brasileira do Sono, a recomendação para um descanso noturno de qualidade em adultos é de cerca de 8 horas por noite sem interrupções ou perturbações. Neste período, o organismo exerce funções restauradoras importantes, repondo a energia corporal e regulando o nosso metabolismo. 
 
A falta de um repouso adequado pode resultar em perda de concentração, mau humor e dificuldade elevada no poder de avaliação de cenários, impactando diretamente a performance do indivíduo no trabalho e a tomada de decisões nos negócios. 
 
Um recente estudo da Universidade L’Aquila, na Itália, indicou que os voluntários sem o descanso ideal – média de 5h diárias por uma semana – perderam a capacidade de discernir cenários positivos e negativos sugeridos em um teste de imagens. O reflexo disso no ambiente de negócios pode ser devastador. 

Mas como obter uma boa noite de sono? Segundo especialistas, alguns fatores como alimentação saudável, estabelecer horários regulares para dormir e evitar estímulos eletrônicos ao deitar colaboram para um descanso ideal do corpo. Outro ponto importante é a preparação do ambiente, com colchão e roupas de cama confortáveis e adequados para cada biotipo de corpo.

“Muita gente não sabe que dorme mal por conta do colchão inadequado, por exemplo”, explica Marcos Lomonaco, da empresa Cia Do Sono, especializada em camas e colchões de alta tecnologia. “Elas acham que o problema está no travesseiro, por exemplo, mas é muito mais complexo”, avalia. 

O executivo afirma que é importante avaliar o estado do colchão e o seu prazo de validade. A CiaDoSono oferece de forma gratuita uma consultoria realizada na residência do interessado para uma avaliação criteriosa da cama a fim de desenvolver a solução ideal para cada perfil de cliente. 

“Nossos produtos contam com diversas tecnologias: magnetoterapia e nanopartículas de infravermelho longo que ativam a circulação sanguínea e auxiliam no relaxamento, ortopedia inteligente que proporciona o perfeito alinhamento da coluna sem abrir mão do conforto e a total personalização conforme o biotipo, visando criar o colchão perfeito para cada pessoa”, explica Lomonaco. 
 
Fundada no Rio Grande do Sul há 34 anos e com duas fábricas exclusivas e produção 100% nacional, a Cia Do Sono oferece ainda opcionais como massageador por vibração (que promovem o relaxamento intenso antes do sono) e energia bioquântica: um emissor eletromagnético para equalizar a frequência corporal. É possível, em caso de necessidade (mudança de conforto, por exemplo) ou após muitos anos de uso, solicitar a revitalização de seu colchão por 35% do valor de um novo. O produto é totalmente recondicionado, evitando o descarte de um colchão usado no meio ambiente. 
 
Para saber mais, acesse: www.ciadosono.com.br 

10/03/22

A importância da RBAC-91K para a aviação executiva no Brasil

Tempo de leitura: 05 minutos

Por Rogério Andrade, CEO Avantto 

É com grande entusiasmo que celebramos no último dia 2 de março a entrega para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) de toda a documentação da Avantto para a obtenção do Certificado de Administrador de Programa de Propriedade Compartilhada, conforme estabelecido no RBAC (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil para operações privadas) Parte 91  – Subparte K. 

Este novo regulamento foi instituído em fevereiro de 2021 por uma Diretoria Colegiada da agência e estabelece regras e condições claras para as empresas que atuam ou pretendam aderir ao modelo de fractional ownership no Brasil. 

O sentimento de satisfação origina-se exatamente do fato desse momento ser um marco para a aviação civil do país, regulamentando nosso segmento de atuação e prometendo estimular o crescimento do setor aéreo privado. Bem como simboliza o encerramento de um longo ciclo de trabalho dedicado à elaboração da Subparte K. 

Por nossa experiência de mais de 10 anos e pela posição de liderança absoluta no setor de compartilhamento de aeronaves na América Latina, fomos convidados pela ANAC a participar de duas audiências públicas (2015 e 2019) e de inúmeras sessões privadas com o intuito de contribuir no desenvolvimento específico desta importante seção do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC), que irá fortalecer a atuação de companhias sérias e dispostas a investir em operações seguras e com total transparência contratual. 

Dentre as determinações presentes no texto do Programa de Propriedade Compartilhada estão: a limitação de cotas por aeronave (16 para jatos e 32 para helicópteros), a definição de responsabilidades legais sobre a operação das máquinas e exigências mais rigorosas quanto ao treinamento dos pilotos, a manutenção de aeronaves e aos Sistemas de Gerenciamento de Segurança Operacional. 

A regulamentação brasileira de compartilhamento de aeronaves segue regras semelhantes às adotadas pela autoridade de aviação civil dos Estados Unidos, a Federal Aviation Administration (FAA), mas com adaptações à realidade nacional.

Soma-se a essa iniciativa o Programa Voo Simples, lançado em outubro de 2020 com o objetivo de simplificar e desburocratizar a atividade da aviação geral e criar um contexto de maior competitividade no setor aéreo. 

Aceleração do crescimento  

Os dispositivos presentes na Subparte K permitirão que as empresas certificadas atendam de forma ainda mais robusta e segura ao novo comportamento de consumo que tem se estabelecido no setor aéreo privado nos últimos anos: a preferência por viver a experiência de voo com alta qualidade em detrimento da posse de um bem – no caso, uma aeronave. 

Oferecemos um produto que valoriza o ativo mais precioso e perecível das pessoas: o “tempo”. Ao optarem pelos nossos serviços de compartilhamento, os clientes passam a ter mais tempo para fazer negócios ou para aproveitar momentos de lazer com a família e amigos. Isso porque não precisam dispender horas de seus dias em viagens pouco eficientes em aviões comerciais ou em deslocamentos terrestres. Isso sem contar o tempo gasto para administrar seus aviões e helicópteros – uma tarefa que passa a ser de nossa inteira responsabilidade. 

Diferentemente de outras formas de compartilhamento de ativos, nossos clientes sempre contarão com uma aeronave à disposição quando precisarem voar. Basta para isso reservar o helicóptero com 6 horas e o avião com 24 horas de antecedência a decolagem.   

Por tudo isso, o compartilhamento de aeronaves ganha cada vez mais força como modelo de negócio, pois garante a melhor experiência de voo e otimiza recursos.  

Com a nova regulamentação, estaremos ainda mais fortes e aptos a suportar o crescimento dos negócios no Brasil e América Latina dentro deste segmento tão promissor, onde somos pioneiros e no qual sempre acreditamos. 

08/03/22

Grandes mulheres na aviação

Conheça histórias incríveis de mulheres corajosas e pioneiras que marcaram a aviação mundial. 
 
Tempo de leitura: 08 minutos 

Por Avantto

A história da aviação mundial é marcada pela atuação memorável de diversas mulheres: das pioneiras nos voos comerciais, icônicas comissárias de bordo e heroínas no front de batalha durante a Segunda Guerra Mundial. Selecionamos oito destas histórias incríveis para homenageá-las neste 8 de março – Dia Internacional da Mulher. Acompanhe: 
 

Elise Laroche

1. Elisa Léontine Laroche – A francesa foi a primeira mulher a obter uma licença de voo, em 8 de março de 1910. Amiga do aviador francês Charles Voisin, ela aprendeu a pilotar em um monoposto e fez seu primeiro voo enquanto ainda era aluna, a 5 metros de altura. Após obter a licença, Laroche quebrou recordes de tempo de voo em escalas (4 horas) e de altura (4,7 mil metros) 
 

Amelia Earhart

2. Amelia Earhart – A piloto americana foi a primeira mulher a cruzar o Oceano Atlântico pelos ares, ainda como passageira, em 1928, em um voo de 21 horas de duração. Em 1932, ela repete o feito de sobrevoar o mar, desta vez no comando de uma aeronave. Seu sucesso a levou a fundar a Ninety Nines, uma organização só para aviadoras. Em 1937, ela organizou uma expedição de volta ao mundo, mas não conseguiu concluir o voo.

Esquadrão Night Witches

3. Esquadrão “Night Witches” – Era como o exército alemão na Segunda Guerra Mundial chamava as pilotos de caça da força aérea soviética, tal o pavor que causavam em suas tropas. Eram três regimentos formados só por mulheres, treinadas para bombardeios noturnos. No total, elas executaram mais de 24 mil voos com 1.100 missões de alto risco. 

Maureen Dunlop

4. Maureen Dunlop – A argentina com cidadania australiana serviu na ATA, a equipe auxiliar da Real Força Aérea britânica, responsável por levar os aviões de guerra de suas bases até a linha de frente europeia na Segunda Guerra Mundial. Dunlop ficou famosa por conta de uma foto sua em missão, que estampou a capa da revista Picture Post, de 1944. 

Thereza Marzo

5. Thereza Marzo – A brasileira foi a primeira mulher do País a conseguir a licença de piloto, em 1922, pilotando por 40 minutos um Caudrong G3 de 120 HP. Sua carteira de piloto internacional marcou sua carreira repleta de recordes e desafios, se tornando um ícone da aviação nacional. 

Comissárias Pan Am

6. Comissárias da Pan Am – Elas se tornaram verdadeiras celebridades nos anos 1960 e elevaram a categoria a um patamar de carreira profissional inédito até então. A promessa de conhecer o mundo viajando nos modernos aviões da saudosa companhia americana, impecavelmente vestidas, se tornou o sonho de uma vida glamourosa para muitas jovens em diversos países. 

Emily Warner

7. Emily Warner – A piloto e instrutora de voo norte-americana se tornou a primeira mulher a comandar um avião comercial nos Estados Unidos, em 1973. Emily foi muito importante para a história da aviação dos EUA, pois venceu um grande preconceito que pairava sobre a mulher naqueles tempos, sobretudo em uma profissão então exercida apenas por homens. 

Zara Rutherford

8. Zara Rutherford – Com apenas 17 anos, a jovem belga é a mais recente estrela do Hall da Fama da aviação. Em janeiro deste ano, ela se tornou a primeira piloto a dar a volta ao mundo da história! Foram 5 meses de voo, passando por 52 países em um monomotor ultraleve. 

01/03/22

Parabéns, Rio!

Nestes 457 anos de vida, no dia 1º de março, confira alguns pontos turísticos da capital fluminense que ficam ainda mais bonitos quando vistos de cima. 

Tempo de Leitura: 5 minutos

Já dizia o poeta, a alma canta quando vê o Rio de Janeiro. Em seu “Samba de Avião”, Tom Jobim descrevia a sua emoção ao retornar à sua cidade depois de suas tantas turnês internacionais. De fato, chegar e ver o Rio pelos ares é um sentimento ímpar. Confira 03 cartões postais da cidade que ficam ainda mais lindos admirados lá do alto. 

Cristo Redentor: atração turística mais visitada do Rio

Cristo Redentor 
Do alto do Morro do Corcovado, a 710 metros de altura, o Cristo Redentor é o cartão postal do Rio – e do Brasil. Trata-se da maior estátua Art Déco do mundo, com 38 metros, incluindo o pedestal. Visitada por mais de dois milhões de turistas todos os anos, o Cristo foi inaugurado em 1931 e considerado Patrimônio Histórico e Cultural do País e uma das sete maravilhas do mundo moderno. 

Pão de Açúcar: cartão postal com bondinho inaugurado em 1912 

Pão de Açúcar 
Um monumento natural formado por duas imensas rochas – o Morro da Urca (mais baixo) e o Pão de Açúcar – feitas de granito e com mais de 600 milhões de anos. Em seu ponto mais alto, tem 395 metros. O Bondinho foi inaugurado em 1912 e foi o terceiro do tipo em todo o mundo. 

Morro Dois Irmãos: vista espetacular 360º da cidade

Morro Dois Irmãos 
Fica no bairro do Vidigal e tem seu cume a 533 metros acima do nível do mar. Muito procurado por quem gosta de fazer trilhas e escaladas, o lugar reserva uma vista espetacular de 360 graus de toda a cidade – em especial, a orla do Leblon, Ipanema, Copacabana e Lagoa Rodrigo de Freitas – para quem alcança o seu topo.

21/02/22

Carnaval – Confira as dicas para uma viagem diferenciada

Um roteiro exclusivo por três destinos no Brasil e América Latina com sofisticação e diversão garantidos.  

Tempo de leitura: 10 minutos

Em mais um Carnaval diferente por conta das restrições sanitárias, elaboramos um roteiro cheio de charme, sabor, sofisticação e segurança em cinco cidades latino-americanas: Florianópolis (BRA), Jose Ignácio (URU) e Santiago (CHI) – sempre com partidas de São Paulo (SP) e a bordo de um Phenom 300, com voos sem escalas. Confira! 

Florianópolis (BRA) 

Ponte Hercílio Luz, principal via de acesso terrestre e cartão posta de Florianópolis

A “ilha da magia”, como é conhecida, conta com 42 praias – das mais badaladas como Jurerê Internacional, esportivas como a Brava e faixas de areia preservadas, como em Campeche. Mas Floripa não é só praia: tem muita gastronomia de alta qualidade e cultura também. E estes dois temas se encontram em Santo Antônio de Lisboa, um dos bairros mais antigos da capital catarinense e que abriga relíquias arquitetônicas e urbanísticas como o casario de inspiração açoriana e a primeira rua calçada do estado, de 1845, feita para receber a visita de Dom Pedro II. É nesta charmosa localidade que se “escondem” restaurantes que são verdadeiras preciosidades.

Santo Antônio Lisboa é pioneiro na produção de ostras (o estado, aliás, é o maior produtor nacional), o que significa que esta iguaria bem como diversos outros frutos do mar são as grandes estrelas culinárias do lugar. As mesas mais disputadas são do restaurante Rosso famoso por seus pratos com polvo, e o Freguesia Oyster Bar, especializado em ostras. A dica é aproveitar a ocasião e harmonizar os pratos escolhidos com vinhos e espumantes locais, que melhoram a cada safra.

Para quem busca opções em outras praias, os novos Ammo Beach – um beach club na praia de Jurerê Internacional – e o Pargus Floripa, que combina restaurante grego e bar de praia chique são novidades. Quanto a hospedagem, Florianópolis oferece alternativas sofisticadas como o WK Design Hotel, o Il Campanário Resort e o Quinta das Videiras. Perto, no município vizinho de Governador Celso Ramos, há ainda os luxuosos bangalôs do Ponta dos Ganchos Exclusive Resort.

Ponto de pouso: Aeroporto Internacional de Florianópolis – 27° 40′ 13” S / 48° 33′ 9” W 
Site: Floripa Airport 

Aeronave indicada: Phenom 300 

Tempo médio de viagem*: 55 minutos 

*Com saída de São Paulo (SP) 

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Jose Ignácio (URU)* 

Destino de jetsetters de todo mundo, Jose Ignácio tem praias calmas e lifestyle próprio

O famoso balneário de Jose Ignácio, em Maldonado, a 20km de Punta del Este, é conhecido por seu estilo de vida cool e de celebração das boas coisas da vida. O lugar oferece uma ampla infraestrutura hoteleira, passeios interessantes e gastronomia de primeira qualidade.  
 
Para se hospedar, a região conta com o Fasano Las Piedras, que já virou um clássico do lugar, com projeto do arquiteto brasileiro Isay Weinfeld. Soma-se a ele os hotéis Playa Vik e Bahia Vik – do mesmo grupo mas com propostas distintas e igualmente sofisticadas – e a nova Posada Ayana. Ali, vale conhecer a instalação Skyspace, do artista James Turrell, criada para contemplação do céu e das estrelas. 

Para visitar, inclua beber um café na livraria Rizoma, do arquiteto argentino Diego Montero, a 1 km de Jose Ignácio; relaxar em meio a natureza no spa Pure Wellness; e, porquê não, revisitar a Casa Pueblo, em Punta Ballena, um mix de hotel, restaurante e galeria de arte em uma construção de visual único. 

E já que falamos de comida, Jose Ignácio e seus arredores são muito generosos em opções absolutamente encantadoras. O Parador La Huella, com seus pratos rápidos de frutos do mar servidos com pé na areia, está na lista dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina de 2021. No despretensioso armazém Solera Vinos y Tapas, a ideia é degustar os ótimos rótulos da carta de vinhos. E, claro, o restaurante Garzón, do chef Francis Mallmann, é para ir sempre que se visita a região.

Ponto de pouso: Aeroporto Internacional de Punta del Este – 34° 51′ 18″ S / 55° 5′ 39″ W 

Site: Aeroporto de Punta del Este

Aeronave indicada: Phenom 300 

Tempo médio de viagem*: 02h20  

*Com saída de São Paulo (SP). 

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Santiago (CHI)

Diversa, verde e com agenda cultural agitada, Santiago é uma das capitais mais interessantes da América Latina

A multifacetada capital chilena esbanja charme e guarda boas surpresas ao visitante. Um tour pela cidade aos pés da Cordilheira dos Andes surpreende pela quantidade de áreas verdes, como o Parque Cerro de Santa Lucía (marco zero, onde a cidade foi fundada) e o Metropolitano, urbano, linear e o maior da América do Sul. Outros bons passeios são o Sky Costanera, o mirante de 360º mais alto da América Latina, a 300m de altura; e o Museu Chileno de Fine Arts, com rico acervo da cultura do país. 

Aproveite o tour para conhecer os bairros de Lastarria, Vitacura e Las Condes, os mais elegantes, onde lojas e bons restaurantes dividem espaço com hotéis boutique como o Singular Santiago, o Casa Bueras e Magnólia, além de opções de padrão internacional como o Mandarin Oriental e o Ritz-Carlton

No fim do dia, desfrute um bom drink e a vista espetacular da Cordilheira ao pôr do sol em algum dos rooftops mais descolados da cidade, como o Red2One, no topo do W Hotel e o Tramonto Bar & Terrace, no alto do Noi Hotel.

Ponto de pouso: Aeroporto Internacional Arturo Merino Benitez (Pudahel) – 33° 23’ 34” S / 70° 47’ 08” W 
Site: https://www.nuevopudahuel.cl/ 
Aeronave indicada: Phenom 300 
Tempo médio de viagem*: 03h30  
*Com saída de São Paulo (SP). 
 
Importante: Antes de viajar, verifique as restrições sanitárias de entrada no país no link a seguir: 
https://www.gob.cl/coronavirus/pasoapaso#fronteras/ 

18/02/22

Entrevista: Andre Stein – Eve Urban Air Mobility

Criada pela Embraer X, a startup pretende colocar nos céus do mundo o primeiro eVTOL (veículo aéreo elétrico com decolagem e pouso verticais) até 2026. 

 
Tempo de leitura: 12 minutos

Por Avantto 

Em dezembro do ano passado, a Eve Urban Air Mobility – startup gerada pela Embraer X, braço de inovação da multinacional aeronáutica criada para acelerar projetos disruptivos – anunciava uma fusão bilionária, avaliada em US$ 2,9 bilhões, com a Zanite Acquisition Corp., uma SPAC com foco no mercado de aviação. O acordo foi um passo importante para alimentar a meta mais ambiciosa da empresa: colocar nos céus do Brasil e do mundo o primeiro eVTOL, veículo elétrico com decolagem e pouso verticais, em 2026. 

À frente de todo este processo está o CEO da Eve, Andre Stein. Com 25 anos de Embraer, ele é o responsável por trazer o conceito de mobilidade aérea urbana (UAM, em inglês) para a companhia com sede em São José dos Campos (SP). A Eve nasceu 2020, após ganhar maturidade e demonstrar ter alta capacidade de disrupção associada a um poder de crescimento exponencial. 

Andre Stein, CEO da Eve

Em entrevista concedida ao blog, Stein revela detalhes da criação da empresa que comanda, o impacto da fusão recente no projeto do eVTOL, fala sobre as encomendas já feitas e de sua expectativa quanto a parceria estratégica firmada com a Avantto para o desenvolvimento do ecossistema de voo para UAM. “Espero criarmos juntos uma nova fronteira para aviação”, disse o executivo. Acompanhe na conversa a seguir: 
 
Avantto – Como nasceu a Eve Urban Air Mobility? 

Andre Stein – Em 2017, ajudei a fundar a Embraer X, que tem como propósito identificar e investir em projetos disruptivos com potencial de crescimento exponencial até que eles alcancem um certo nível de maturidade. Em 2020, a Eve foi o primeiro deles a atingir essa condição de andar com as próprias pernas – ou voar com as próprias asas. 

A Embraer tem essa visão de buscar projetos com potencial para crescimento exponencial. E quando a gente olhou para os desafios da mobilidade urbana como ela é hoje e tudo o que a aviação trouxe de positivo para o transporte, pensamos em unir todo esse benefício e endereçar a este que é um problema da sociedade, promovendo uma ruptura desde o começo da cadeia.  
 
Por exemplo, a bateria para a aviação elétrica ainda não está pronta hoje para substituir a propulsão de um grande jato comercial ou executivo. Mas os motores elétricos atuais já estão em um nível que permite fazer uma aeronave voar a curta distância e com baixa ocupação de passageiros. E esse é o conceito de inovação disruptiva. Então houve um encaixe: oportunidade de ruptura, potencial de crescimento exponencial e o background da Embraer, o conhecimento que poderia ser usado para esse novo segmento. 
 
E aqui não se trata só de desenvolver um novo veículo: junto a esse projeto, vimos a oportunidade de repensar o controle de tráfego aéreo também. Hoje, ele é um gargalo para que a aviação urbana se expanda. Temos dentro do grupo Embraer a Atech, que desenvolve toda essa parte de controle de tráfego aéreo para o Brasil junto com o DECEA – uma das poucas empresas do mundo que tem essa tecnologia – para alavancar isso e criar uma solução dedicada para a mobilidade aérea urbana que possa integrar o tráfego aéreo dos eVTOLs  com helicópteros, aviação comercial e, no futuro, com os  drones também, para achar uma solução consolidada e dedicada para a mobilidade aérea urbana. 
 
Avantto – Qual o tamanho da Eve hoje? E como ela funciona? 

Stein – A Eve é uma startup criada para mobilidade aérea urbana, ágil, com processos mais simples, cultura de fazer prova de conceito, MVPs e, ao mesmo tempo, buscando alavancar o conhecimento da Embraer. A Eve tem um core da engenharia de alto valor agregado, atua na liderança dos projetos – somos nós quem tomamos as decisões –, o desenvolvimento do negócio e a gestão do programa. Contratamos boa parte do desenvolvimento técnico da Embraer e, por isso, não precisamos crescer muito em termos de quantidade de pessoas: ficaremos em torno de cem funcionários este ano. 
 
Avantto – Desde a data do lançamento da empresa, quantos pedidos de aeronaves já foram recebidos e quantos acordos já foram firmados? 

Stein – Em torno de 1.735 aeronaves foram encomendadas, o que representa mais de US$ 5 bilhões. Neste portfólio, temos uma diversidade muito grande de clientes: são provedoras de serviços, operadoras de helicópteros, empresas de ride sharing, companhias aéreas, grandes empresas de leasing, enfim, tanto pertencentes a várias partes do ecossistema, quanto globalmente. Temos clientes na Ásia, Europa, Brasil, Estados Unidos e isso nos dá um grande conforto. Além disso, temos parcerias com outras partes do ecossistema como a empresa Skyports, que está olhando os vertiportos, com aeroportos como o do Rio de Janeiro, onde já realizamos uma simulação de rota, e empresa de energia também, como a EDP. A ideia é crescermos por meio dessas parcerias. 

eVTOL Sidney

Avantto – Sobre parcerias, como você avalia essa possibilidade de trabalho em conjunto com a Avantto? 

Stein – A Avantto já era uma parceira da Embraer e estamos reforçando esse vínculo com um foco comum na sustentabilidade dessa próxima geração de transporte.  

A experiência expressiva da Avantto em operações, aliada à sua estratégia de crescimento, faz dela uma parceira ideal para a futura expansão da implantação do eVTOL e da Eve no Brasil e em toda a América Latina. Trabalharemos juntos nesta missão de democratizar a aviação por meio do aumento da viabilidade e da acessibilidade

Aliás, isso é outra coisa que fazemos muito: alavancar as parcerias já existentes. Queremos criar juntos uma nova fronteira para a aviação. E isso é muito excitante. Não é uma pura substituição de helicópteros por eVTOLs, é realmente criar um segmento que tem tudo para crescer muito aqui no Brasil e na América Latina, que são mercados muito relevantes para a mobilidade área urbana. São Paulo, Rio, Brasília, Recife e ao redor do continente também, como Buenos Aires (ARG), Lima (PER), todas com um potencial muito grande para esse segmento da aviação. 

Avantto – Em que estágio está o desenvolvimento do eVTOL da empresa? 

Stein – Esperamos a certificação em 2025 e entrar em serviço no ano seguinte. O Brasil provavelmente será um dos primeiros mercados, até porque o nosso órgão primário de certificação é a ANAC. E, como fizemos em outros programas, buscaremos uma certificação tripla simultânea: ANAC, FAA e EASA. Com os E-jets e Praetor foi assim e, no caso do E2, por exemplo, anunciamos os três órgãos no mesmo dia. Esse princípio faz com que o Brasil fique em uma posição privilegiada. 

Agora, o mercado de aviação é global, onde os suprimentos, cada pedaço – motores, tecnologia, baterias – é desenvolvido em lugares diferentes. Boa parte do desenvolvimento técnico do eVTOL será aqui no Brasil por conta dessa parceria com a Embraer – para usar um termo aeronáutico, será o grande “centro de gravidade e desenvolvimento”. Vai além do corpo de engenharia, como o próprio uso do centro de ensaios em voo de Gavião Peixoto (SP). Quanto a fabricação, é algo que ainda tem mais tempo: é uma decisão que tipicamente fica para cerca de dois anos antes da entrada em serviço, mas que também faz sentido ter uma boa parte da produção do novo veículo aqui no Brasil. 
 
Avantto – Como a recente fusão com a norte-americana Zanite Acquisition Group vai impactar nesse desenvolvimento? 

Stein – A ideia é acelerar. O cálculo racional de fazer esse spin-off era ter essa agilidade para buscar parcerias e investidores, algo que não seria possível se fossemos uma unidade de negócio. E o que esse anúncio com a Zanite nos traz é o conforto de termos caixa para chegar até a certificação e a entrada em serviço do aparelho. Então, este é um projeto que já nasce com todo o funding necessário e que nos permite acelerar o projeto e priorizar o que for preciso logo de saída. 

O projeto já nasceu com este conceito de que, em algum momento, quando estivesse no nível de maturidade adequado, isso aconteceria. Existem vários mecanismos para isso e fizemos através de uma parceria com a Zanite. Uma coisa que chama a atenção nessa empresa especificamente é sua qualidade. Existem muitas SPACs (Special Purpose Acquisition Company), no começo do ano estava um grande boom desse setor, mas a Zanite já foi criada com foco em aviação. No seu board tinha o ex CEO da Gulfstream, o ex CEO da Northrop Grumman, o ex CEO da BAE Systems nos Estados Unidos, que agora é o meu co-CEO – ele saiu do board da Zanite e se juntou a nós na Eve –, o próprio Kenneth Ricci, responsável pela Directional Aviation. Então, são pessoas com muito entendimento do mercado e do setor que conversaram com dezenas de outras empresas e nos escolheram por entenderem ser uma grande oportunidade. 

Avantto – Quais os desafios para a mobilidade aérea urbana se consolidar como realidade? 

Stein – Eu acho que é justamente essa questão da infraestrutura. Pelo menos no nosso desenvolvimento, não vemos a necessidade de um grande salto tecnológico. Com a tecnologia que temos hoje, o veículo já pode existir. É preciso, claro, deixá-la mais madura, certificável, mas não é preciso uma nova bateria, por exemplo, para que isso aconteça. 

Agora, tem toda a parte de infraestrutura, de aceitação da comunidade, que faz com que a gente se conecte desde cedo com bons parceiros para criar essas soluções do começo, a fim de tornar o ambiente regulatório mais maduro. E eu nunca vi nesses 25 anos de aviação o FAA e EASA com tanto apetite para inovação: eles realmente têm embarcado nisso e têm olhado para essa fronteira de uma maneira muito proativa, mas sem renunciar da segurança – nem nós. Segurança não é algo que se negocia e a ideia é manter a aviação como o jeito mais seguro de viajar. Quando falamos em mudanças no ambiente regulatório, são exatamente para permitir que novas tecnologias continuem a garantir a segurança, mas que tragam essa ruptura do ponto de vista de usabilidade, acessibilidade, de custo operacional e de carbono zero. Então, muitas vezes, é preciso mexer no ambiente regulatório. 

A parte de infraestrutura precisará ter o grid energético nos vertiportos. Os eVTOLs cabem no helipontos atuais, mas espera-se uma malha muito maior e, para isso, podemos adaptar estacionamentos. Portanto, há muitas oportunidades aqui para aumentar a infraestrutura e todo esse ecossistema precisará ser criado em paralelo. 

Avantto – No seu entendimento, quais são as grandes oportunidades embutidas com a chegada da mobilidade aérea elétrica urbana para as empresas e cidades?  

Stein – Acredito que essa é uma grande oportunidade de mexer no modelo de negócio e torná-lo melhor para todos, inclusive para o usuário final. Ao mesmo tempo que se pode alavancar a infraestrutura da cidade e a experiência de aviação já existente. Veja que oportunidade é poder desenhar o veículo e o vertiporto simultaneamente! Pode-se otimizar muito mais essa relação e ter um ganho de eficiência aí. Mesmo o setor de controle de tráfego aéreo tende a melhorar. 
 
Este é um negócio que já nasce sustentável, seja do ponto de vista ambiental ou econômico. Outra questão que vai além da emissão zero carbono local do eVTOL, que é 100% elétrico, é a necessidade de se olhar o ciclo de vida como um todo: a manufatura, os materiais, a origem da energia consumida, a segunda vida da bateria – ela sai do veículo ainda com um tempo de vida muito efetivo como bateria estacionária. Então, tudo isso é uma oportunidade de olhar e modelar a aviação de uma maneira mais eficiente, sustentável e segura.